SIEM (Security Information and Event Management) é uma solução que centraliza logs de segurança de vários sistemas e transforma esses dados em informação acionável em um único painel — correlacionando eventos para detectar, investigar e responder a incidentes com mais velocidade. (NIST)
SIEM o que é, na prática (e por que não é “só armazenar logs”)?
Pelo NIST, SIEM é uma aplicação capaz de coletar dados de segurança de componentes do ambiente e apresentar isso como informação acionável em uma interface única. (NIST)
Na vida real, SIEM bem configurado faz 4 coisas que importam:
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Coleta e normaliza logs (AD/Azure AD, firewalls, endpoints, servidores, SaaS, e-mail, VPN etc.)
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Correlaciona eventos (um login estranho + download massivo + execução suspeita = incidente, não “alerta solto”)
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Dá contexto (ativo crítico? usuário privilegiado? IP ruim? horário anômalo?)
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Orquestra resposta quando integrado a SOAR/EDR (bloquear, isolar, abrir ticket, notificar)
Por que SIEM virou prioridade (especialmente para PMEs e mid-market)?
Dois motivos bem “pé no chão”:
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Ambiente híbrido gera evidências espalhadas: nuvem + endpoints + SaaS + rede. Sem centralizar, você investiga “no escuro”.
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Ataques modernos escalam rápido — credenciais roubadas e movimentação lateral exigem detecção por correlação (não por um log isolado).
E tem o fator humano: o DBIR 2024 mostra o “elemento humano” como componente em 68% das violações (phishing, engenharia social, uso indevido de credenciais), o que reforça a necessidade de detecção e resposta orientadas por evidência. (Verizon DBIR 2024)
Exemplos reais de por que log, correlação e monitoramento fazem diferença
Caso 1 — Colonial Pipeline: incidente grande com vetor de acesso remoto
A Reuters relatou, no contexto do ataque à Colonial Pipeline, que houve uso de VPN e ausência de MFA, o que ajuda a entender um padrão recorrente: credenciais + acesso remoto são portas de entrada críticas. Um SIEM bem alimentado com logs de VPN/identidade acelera a detecção de logins anômalos e comportamentos suspeitos. (Reuters)
Caso 2 — CISA publica guias e padrões para SIEM/SOAR (não é “set and forget”)
A CISA lançou orientações específicas para implementação de SIEM e SOAR e enfatiza que são ferramentas com desafios de implantação e manutenção — ou seja, SIEM dá resultado quando vira processo operacional, não “projeto de compra”. (CISA – SIEM/SOAR Guidance)
SIEM é a mesma coisa que EDR, XDR ou SOC?
Não. E confundir isso é um erro comum (e caro).
SIEM vs EDR
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EDR: telemetria e resposta focadas no endpoint (processos, memória, execução, isolamento de máquina).
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SIEM: agrega logs de várias fontes e correlaciona para gerar visão “cross-ambiente”.
SIEM vs XDR
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XDR: tenta unificar detecção/resposta em múltiplas camadas (endpoint, e-mail, identidade, rede) em uma plataforma.
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SIEM: pode receber dados do XDR e ainda assim ser o “hub” de correlação e compliance.
SIEM vs SOC
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SOC é o time/processo (pessoas + playbooks + operação 24/7).
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SIEM é uma das tecnologias centrais que o SOC usa.
O que um SIEM precisa coletar para “funcionar de verdade” (e não só gerar custo)?
Você não precisa começar coletando “tudo”. Comece com o que detecta o que mais derruba empresa.
Fontes mínimas recomendadas (MVP de SIEM)
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Identidade e autenticação: AD/Azure AD, VPN, SSO
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E-mail: eventos de phishing, anexos, URLs, logins suspeitos
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Endpoints: EDR/EPP (alertas, isolamento, execução)
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Firewall e DNS: tráfego, bloqueios, domínios suspeitos
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Servidores críticos: file server, ERP, banco, backups
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Cloud/SaaS: logs de acesso, criação de tokens, alterações administrativas
Guia de logging/monitoramento do NCSC reforça que logging e monitoring são base do monitoramento protetivo. (NCSC – Logging & Monitoring)
Como SIEM ajuda a evitar ransomware na empresa?
Ransomware raramente “aparece do nada”. Ele costuma ter sinais antes:
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credencial comprometida
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exploração de serviço
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movimentação lateral
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exfiltração
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tentativa de desabilitar backup/EDR
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criptografia em massa
Casos de uso SIEM que pegam ransomware antes de virar apagão
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Detecção de login anômalo (novo país/ASN, horário fora do padrão, múltiplas falhas + sucesso)
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Alertas de exfiltração (transferência grande para destino incomum)
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Comportamento suspeito em file server (pico de renomeação/alteração)
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Ações administrativas incomuns (criação de contas admin, mudanças em GPO, desativação de logs)
A CISA, no StopRansomware, destaca práticas para reduzir impacto e probabilidade, e logging/monitoramento é parte essencial do preparo (especialmente para detecção e resposta). (CISA – StopRansomware Guide)
Empresa foi atacada por ransomware: o que fazer e onde o SIEM entra?
Quando estoura, SIEM acelera duas coisas:
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Escopo: quais máquinas, quais usuários, quais caminhos?
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Linha do tempo: quando começou, por onde entrou, para onde foi?
Playbook rápido (primeiras 2 horas)
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Isolar ativos afetados (EDR, rede, credenciais)
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Revisar eventos de identidade (logins admin, tokens, VPN)
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Caçar movimentação lateral (padrões de acesso remoto, novas contas, execuções remotas)
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Bloquear exfiltração (domínios/IPs, rotas)
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Preservar evidências (logs, timeline do SIEM)
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Acionar resposta a incidentes (interno + parceiro)
Como responder a incidente de segurança com SIEM (sem improviso)
O SIEM é o “motor de evidências”. Mas a resposta depende de:
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severidade (S1–S4)
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runbooks (phishing, credencial, ransomware, vazamento)
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RACI (quem decide, quem executa, quem comunica)
A recomendação da CISA para SIEM/SOAR reforça que implementação envolve estratégia, governança e operação contínua — não só ferramenta. (CISA – SIEM/SOAR Guidance)
Como reduzir alertas de segurança (alert fatigue) usando SIEM do jeito certo?
Aqui está o erro número 1: jogar logs no SIEM e habilitar 500 regras genéricas.
7 ajustes práticos para reduzir alert fatigue
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Priorizar por criticidade do ativo (servidor financeiro ≠ PC comum)
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Enriquecer com contexto (usuário privilegiado, geolocalização, TI/terceiro)
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Correlacionar em cadeia (alerta só vira incidente quando tem “história”)
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Tunar regras (top 10 falsos positivos revisados semanalmente)
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Criar níveis de severidade e SLAs de triagem
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Automatizar contenção repetitiva (quando integrado a SOAR/EDR)
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Medir ruído (alertas por fonte, taxa de falso positivo, tempo de triagem)
Como melhorar visibilidade de endpoints com SIEM (mesmo se você não tiver SOC 24/7)
Visibilidade de endpoint não é “tem agente instalado”. É:
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Cobertura (quantos endpoints reportam)
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Qualidade (logs úteis, com identidade e processo)
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Ação (capacidade de isolar e investigar)
KPIs de visibilidade que valem ouro
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Cobertura de endpoints no SIEM (% enviando logs)
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EDR ativo e saudável (% sem falha de agente)
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Tempo até detectar (MTTD) e tempo até conter (MTTC)
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Endpoints “shadow” (ativos fora do inventário)
Como detectar movimentação lateral e proteger rede contra invasões com SIEM
Movimentação lateral é a “fase 2” do ataque. SIEM ajuda a detectar padrões como:
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“um usuário autenticou em 15 máquinas em 10 minutos”
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“nova conta admin criada fora de janela”
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“pico de conexões SMB/RDP internas”
E para proteger a rede contra invasões:
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correlacione DNS + firewall + identidade
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crie alertas por anomalies (destinos novos, volume fora do padrão)
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priorize correções de superfície exposta (VPN/RDP/portas desnecessárias)
O NCSC trata logging e protective monitoring como base para entender uso e detectar atividade maliciosa. (NCSC – Logging & Protective Monitoring)
Como proteger dados sensíveis LGPD com SIEM (sem “teatro”)
SIEM ajuda em LGPD principalmente em:
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trilha de auditoria (quem acessou o quê e quando)
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detecção de vazamento (exfiltração, downloads massivos)
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resposta e evidência (timeline e escopo)
Na prática, foque em monitorar:
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sistemas com dados pessoais (CRM, ERP, RH, prontuário, financeiro)
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acessos privilegiados
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compartilhamentos externos e integrações
Como implementar SIEM em 30 dias (playbook Infob)
Semana 1 — Objetivo, escopo e inventário mínimo
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Definir 3 objetivos: (1) ransomware, (2) credenciais, (3) vazamento/LGPD
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Mapear ativos críticos e fontes de log prioritárias
Semana 2 — Coleta e normalização (MVP)
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Integrar identidade, firewall/DNS, EDR, e-mail
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Padronizar nomes, severidades e retenção
Semana 3 — Casos de uso que dão ROI
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Regras para: logins anômalos, exfiltração, lateral movement, suspeitas de ransomware
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Dashboards executivos + dashboards SOC
Semana 4 — Tuning, playbooks e rotina
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Tunar top falsos positivos
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Definir SLA de triagem e fluxo de resposta
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Ensaiar 1 simulação (phishing/credencial) e medir tempos
FAQ — SIEM o que é
1) SIEM é só log?
Não. SIEM centraliza logs e correlaciona eventos para produzir informação acionável. (NIST)
2) SIEM substitui EDR?
Não. Eles se complementam: EDR dá profundidade no endpoint; SIEM dá correlação e visão ampla.
3) SIEM ajuda a evitar ransomware na empresa?
Ajuda a detectar sinais antes da criptografia (credenciais, exfiltração, movimentação lateral) e acelera contenção. (CISA – StopRansomware)
4) Como reduzir alert fatigue com SIEM?
Com correlação, enriquecimento, tuning e automação — em vez de 500 alertas genéricos. (CISA – SIEM/SOAR Guidance)
5) Quanto log devo guardar?
Depende de risco e compliance. O importante é definir retenção por criticidade e garantir integridade/consultabilidade (principalmente para incidentes e auditoria).
6) SIEM é obrigatório para LGPD?
A lei não manda “ter SIEM”, mas SIEM ajuda muito a cumprir na prática: auditoria, detecção de vazamento e evidência em incidentes.
Consulte a Infob para ajudá-lo